30/07/2014

Resenha: Extraordinário

Ahh, as crianças... quem não lembra da melhor fase das nossas vidas? Sem nada para se preocupar, muito tempo para brincar pega-pega, esconde-esconde, queimado – aqui é queimadO COM Ó!! Mas existem as variações, né? LOL – com os amigos na rua ou em casa mesmo. E a escola?! Muitos amiguinhos, muita diversão e algumas brincadeirinhas meio bestinhas, né? Quem nunca usou as expressões “Enganei o ovo na casca do ovo”, “Gorda, baleia, saco de areia [...]” e blábláblá. E é nesse mundo que August Pullman, nosso pequeno Auggie vive. Um menino extraordinário.
 Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil.
Auggie é um garoto especial. Ele nasceu com uma doença genética que deixa uma grande deformidade no rosto, o que torna sua vida bem diferente. Desde pequeno ele já passou diversas vezes por muitas cirurgias. Um fato importante: ele nunca foi a escola; os pais tiveram de ensinar tudo em casa. Então, eles decidem que já é hora de Auggie começar ir para a escola e começar a ter um contato com outras crianças. E a história começa a se desenrolar a partir disso. Como será que August vai se sair na escola? E as crianças? Como será que vão reagir a esse novo carinha diferente que acabou de chegar na escola?

O livro traz uma mensagem muito bonita sobre a vida. Nos faz pensar sobre alguns dos nossos atos. O livro é narrado por várias pessoas além do August, o que faz o livro ficar bem mais interessante! Porque nos ajuda a ver o livro não apenas como o olhar do personagem principal, mas também as pessoas ao redor do Auggie. A R. J. Palacio usou uma escrita bem simples e de fácil entendimento. E quase impossível não se apaixonar pela história.

As capas são lindas! Tanto a branca quanto a azul. A Intrínseca fez um bom trabalho, mais uma vez, rs. 

É sempre bom lembrar que as diferenças existem e, por mais que não seja muito a nossa praia, devemos respeitar. Mas enfim, né galerinha! Você vai rir, vai ter raiva, vai achar certo e as vezes errado e quem sabe até chorar e com certeza vai ter aquele gostinho de quero mais.


18/07/2014

Resenha: O Teorema Katherine

Cada um tem seu tipo de meninas, certo? Tem gente que prefere as meninas grandes, ou as baixinhas, ou as ruivas, ou as morenas e etc. Mas no caso de Colin Singleton só existe um tipo: As Katherines.
Ele gosta de Katherines. E não de Katies, nem Kats, nem Katties, nem Cathys, nem Rynns, nem Trinas, nem Kays, nem Kates, nem – Deus o livre – Catherines. K-A-T-H-E-R-I-N-E. Já teve dezenove namoradas. Todas chamadas Katherine. E todas elas – cada uma, individualmente falando – terminaram com ele. 

Colin Singleton não é nem de perto um cara normal. O menino é altamente inteligente. Gosta de cálculos e coisas assim. Depois do seu décimo nono termino de namoro, Colin tem a ideia de fazer um teorema para tentar explicar o porquê do termino dos seus relacionamentos e mostrar seu momento “eureca” ao mundo. Hassan, seu melhor amigo, quer que ele embarque com tudo em uma viagem no Rabecão de Satã (que é o nome carinhoso dado por Hassan ao seu carro) para tentar esquecer a sua última Katherine. Até que eles chegam em uma pequena cidade onde Colin pode descobrir inúmeras coisas diferentes – e as vezes até estranhas – que podem dar mais emoção na sua vida de nerd.



O livro é bem engraçado. Os personagens foram bem construídos. O Hassan é um personagem fenomenal. E até o Colin, com seu jeito intelectual, consegue dar uma certa “graça” na história. John Green utilizou uma linguagem bem jovem. Ele soube usar a pitada certa. A Intrínseca não deixou nenhum erro de caligrafia acontecer.

Se for para citar pontos negativos, eu achei apenas um: o desfecho não bem o que eu esperava. Esperei algo beeeem melhor, mas né...

Tirando os pontos negativos, eu adorei o livro. É um ótimo livro para quem quer se animar.

Super recomendo o livro. O J. Green é sem dúvidas um dos melhores escritores na atualidade.

15/07/2014

Já ouviu Two Door Cinema Club?

Se tem uma coisa que toda pessoa no mundo tem é uma banda ou cantor favorito. Estou certo?! Se não tem, com certeza deve ter um estilo musical predileto.

Eu me classifico como aquele menino que curte de tudo um pouco. Do pop ao tecnobrega, do funk ao merengue

Mas sem duvidas a melhor banda do mundo  –  para mim  –  é o Two Door Cinema Club.


A banda de estilo indie rock irlandesa composta por 3 amigos da escola foi formada em 2007. Lançaram seu primeiro –  e na minha humilde opinião, o melhor –  álbum o Tourist History foi lançado em 2010 e em seguida ganhou vários prêmios. Você com certeza já deve ter ouvido What You Know ou Something Good Can Work, um dos maiores sucessos da banda!


Eai, gostou? Então corre pro iTunes ou baixa o cd pela internet pela internet mesmo PORQUE É MUITO BOM!11!1

E qual é o seu gosto musical? Comente ai! :p

08/07/2014

Resenha: A Seleção

a selecao 35 meninas, uma coroa
No futuro, mais precisamente depois a 3ª e 4ª guerra mundial, a China invade os Estados Unidos por conta de altas dívidas não pagas ao país oriental. Os Estados unidos então passa a se chamar Estado Americano da China. A Rússia não quis ficar de fora dessa e tentou invadir para expandir seu território mas na primeira tentativa, o país fracassou. Esse fracasso deu a oportunidade do Estado Americano da China de rebater esse ataque. Todo o norte americano e a China se uniram para combater a Rússia.  E assim, nasceu Illéa! O país da trilogia A Seleção, um país que tem como forma de governo a monarquia e a classe social é dividida em castas. A casta Um é a nobreza e vai até a Oito, que são os mendigos. 

Quando o príncipe chega em uma determinada idade o governo promove o concurso A Seleção. O concurso é uma espécie de Big Brother onde 35 garotas de toda Illéa se inscrevem para ser a nova esposa do príncipe. Para toda garota normal, ser selecionada no concurso é uma dádiva. Algumas participam por conta do dinheiro que é dado pelo governo para à família. E assim conhecemos nossa protagonista, a América Singer. América é da casta Cinco – a casta dos artistas – vive cantando e tocando instrumentos para sustentar a família, nunca quis ser da nobreza. Ela tem a certeza de que não vai ser selecionada, então se inscreve pensando nas vantagens e por conta do seu namorado, Aspen Leger, que está uma casta abaixo – ela é uma Cinco e ele um Seis e relacionamentos assim são mal vistos na sociedade, mas eles se amam, então... – Só que claro, ela é selecionada.

Agora ela tem que largar tudo e ir morar no castelo, participando do concurso pelo qual nunca quis participar. 

Chegando ao castelo ela se torna amiga do príncipe Maxon. Porém o que ela não esperava aconteceu: América começou se apaixonar por Maxon.


Admito que tive um certo preconceito antes de ler A Seleção. Eu pensei coisas do tipo "Ah, deve ser algo super feminino" "Deve ser aquelas baboseiras de moda" e blá blá blá... até que eu descobri que não era bem assim. Demostrei um certo espanto ao ler a sinopse e descobri que na verdade o livro se tratava de uma distopia. 

Eu amo distopias. 

A história não tem uma pausa "chata" a história evolui muito bem e com um ritmo certo. Os personagens são bem legais, a gente não tem aquela sensação de um personagem ser demais e nem de menos. O livro é muito bom! 

A Kiera Cass usa uma linguagem bem jovem. Bem leve e não é difícil de se entender. 

Ah, mas não tem nenhum ponto negativo?

Sim, tem dois. Eu particulamente não gostei do modo que o concurso é feito. Não achei  justo e dinâmico o modo que ele é desenvolvido. Acho que se, tivesse umas provas, desafios e coisas do tipo seria bem mais interessante. E eu acho que a Kiera deveria explorar mais sobre a vida das 34 candidatas. Principalmente as meninas da mesma casta da América e a Celeste 

A seleção é uma trilogia, então tem mais dois livros pela frente! A Elite e A Escolha. 

Vai ter filme?

Bom, iria existir uma série de TV, a The CW (mesma empresa do The Vampire Diaries) adquiriu os direitos em 2013. Fizeram um piloto e foi barrado. Tentaram outra vez, mudaram o elenco, roteiro e... barrado outra vez. Então a CW desistiu e devolveu os direitos para a Kiera. Filme? Nop. Pelo menos ainda, mas seria mais legal ter uma série, né?


Vale lembrar que a Kiera vai estar na Bienal do Livro de São Paulo esse ano!

Quem será que América vai escolher? Aspen ou Maxon? Que venha A Elite! :p